.....Quem Somos ............................................................................
QUEM SOMOS

Pergunta
-- Por que LivreMercado é a melhor publicação regional do País?
Daniel Lima -- A definição passa longe de qualquer manobra de marketing e muito menos é fruto de grandiloquência: fazemos mesmo a melhor revista regional do País porque juntamos qualidade editorial de profissionais que conhecem como ninguém as nuances de regionalidade como também adotamos medidas históricas para rastrear, expor, informar e analisar questões do mundo governamental, não-governamental e empresarial. Quem conhece LivreMercado sabe o valor de LivreMercado. Somos um produto único como encaixe temático triplo, voltado para políticas públicas, efervescência comunitária e empreendedorismo privado, principalmente de pequeno e de médio porte. Nos sensibilizamos muito com os pequenos negócios, tão discriminados neste País.

Pergunta -- O que é, afinal, regionalidade?
Daniel Lima -- Diferentemente do que imaginam os leigos ou mesmo especialistas tupiniquins, regionalidade é um conjunto amplo de informação e de análise que transcende determinado Município ou determinada região, por mais que o foco regional esteja centralmente voltado para determinado ponto. Regionalidade é ir a fundo num determinado território geográfico sem deixar escapar implicações nacionais e internacionais que atingem esse mesmo território nos mais diferentes campos de informação econômica, financeira, social e gerencial, tanto pública quanto privada. Regionalidade não é a cauda localizada da globalização, como alguns tentam vender. Regionalidade é a essência da globalização. Globalização é a soma de regionalidades, é o corpo, a alma e o espírito. É impossível discutir indústria automotiva ou indústria químico-petroquímica do Grande ABC, setores mais importantes da região, sem olhar o quadro global. Os asiáticos são nossos concorrentes, gostem ou não os claustrofóbicos municipalistas. O sistema financeiro nos embala e nos abala no ritmo dos acontecimentos. A bolha imobiliária nos Estados Unidos é sinal de alerta para todos nós.

Pergunta -- Quanto tempo LivreMercado dedica-se à regionalidade?
Daniel Lima -- Completaremos 18 anos de circulação em março de 2008. Lançamos a revista em plena turbulência do Plano Collor; no momento em que o Grande ABC, agora com 2,5 milhões de habitantes, iniciava o período mais complicado de sua existência, com forte desindustrialização. E tudo isso foi acompanhado de perto pela revista em tom ácido sim, preocupado sim, inquieto sim. Outros preferiram a mentira adocicada de um triunfalismo autofágico e deformador da realidade.

Pergunta -- Qual é a tiragem de LivreMercado?
Daniel Lima -- Comprovadamente, em média, de 35 mil a 45 mil exemplares por edição, que é mensal. Muito mais, mas muito mais mesmo que qualquer outra publicação não diária e mesmo diária do Grande ABC. E também maior que o número de exemplares da revista nacional recordista de tiragem no País, cuja circulação na região está limitada a 15 mil assinantes. O importante mesmo é que jamais transformamos tiragem em carro-chefe de preocupações. As melhores publicações que circulam no mundo necessariamente não são as de maior tiragem. Se for considerado o PIB (Produto Interno Bruto) econômico e intelectual do Grande ABC, nossa audiência é arrasadora.

Pergunta -- Onde circula LivreMercado?
Daniel Lima -- Desde que a publicação se tornou independente também na área de distribuição, optamos por entregar exemplares nos bairros de classe média dos sete municípios do Grande ABC. São famílias mais escolarizadas e com rendimentos superiores. Ou seja: são pessoas potencialmente com maior poder aquisitivo, com capacidade superior de consumir e também habilitadas a compreender com mais facilidade os objetivos editoriais da publicação, alinhando-se na defesa de um guarda-chuva de propostas que visam a dar mais força coletiva e de representação do Grande ABC.

Pergunta -- O que significa independência na distribuição?
Daniel Lima -- Durante muitos anos de parceria societária com o Diário do Grande ABC, LivreMercado foi encartada naquele jornal. Tudo terminou no dia em que o Diário do Grande ABC, por rusga administrativa, decidiu não encartar mais a revista. Fizemos do limão limonada. Passamos a ter controle dos destinatários da revista. Passamos a circular maciçamente na classe média da região. A periferia-periferia não entende a linha editorial de LivreMercado, com as exceções de praxe. Aliás, a periferia-periferia não entende também a linha editorial de Exame, de Veja, de CartaCapital. Entende a linha editorial do Diário do Grande ABC, do Diário de São Paulo e de outros jornais populares. O que parecia problema, se transformou em presente. Aproximamos LivreMercado de leitores mais sensíveis à linha editorial.

Pergunta -- Isso não significa que LivreMercado é elitista?
Daniel Lima -- De forma alguma. Também colocamos as edições à disposição de populações menos qualificadas em escolaridade e rendimentos, mas cujos representantes são lideranças importantes.

Pergunta -- O fato de ser uma publicação mensal não torna LivreMercado veículo de circulação problemática, com baixa capacidade de defender pontos relevantes da comunidade?
Daniel Lima -- Pelo contrário. Exatamente por circular a cada 30 dias, LivreMercado se especializou em traduzir e em avançar muitos pontos do noticiário diário ou semanal, que se repete sem profundidade e reflexão na mídia de periodicidade mais acelerada, principalmente porque esses veículos vendem a idéia marota de que as notícias devem ser breves. Idéia marota porque os jornais diários caíram brutalmente de qualidade e passaram a usar a mediocridade geral de informações como elemento supostamente estratégico de proximidade com os leitores, subestimando os mais exigentes e se entregando de corpo e alma aos superficiais.

Pergunta -- O que as Reportagens de Capa de LivreMercado significam?
Daniel Lima -- As Reportagens de Capa de LivreMercado simbolizam e estratificam o cuidado para tornar a revista sempre e sempre investigativa, profunda e analítica, com reflexos sobre as demais matérias de cada edição. É nossa vitrine muito bem cuidada e que por isso mesmo torna obrigatório o conteúdo interno em todas as páginas. Sem correr risco, garantimos que LivreMercado tem a fórmula ideal para quem quer conhecer mais detidamente o que se passa no Grande ABC, sempre tendo como pano de fundo aspectos macroeconômicos e macrossociais de um mundo que se globalizou. Os veículos diários deveriam fazer valer a intensidade da periodicidade e mobilizar a comunidade em torno de questões substantivas para o conjunto da população, não apenas para determinados pontos geográficos. Aos veículos de circulação não diária deve prevalecer a reflexão também conectada com os anseios de todos. Cumprimos muito bem nossa tarefa.

Pergunta -- Quais são os pontos mais marcantes da linha editorial de LivreMercado?
Daniel Lima -- A análise do quadro conjuntural e estrutural do Grande ABC é um dos maiores patrimônios de LivreMercado, contrapondo-se com independência e isenção a um quadro de triunfalismo irresponsável de boa parte da Imprensa regional. Além disso, nossos olhos e corações estão voltados para os excluídos sociais, para a cultura, para os cases empresariais, para os pequenos negócios. O Prêmio Desempenho, espécie de LivreMercado no palco, reflete tudo isso.

Pergunta -- Há matérias pagas em LivreMercado?
Daniel Lima -- De forma alguma. LivreMercado se considera na obrigação de apresentar aos leitores os pontos positivos e negativos do Grande ABC. Quem se apresentar com qualquer proposta que fuja da responsabilidade social da publicação deve ser denunciado. Assumimos a possibilidade de acertos e erros, sem delegar informações e análises a terceiros eventualmente interessados em romper a linha demarcatória de ética. A força motriz econômica de LivreMercado é o quadro de anunciantes, como a maioria dos veículos de comunicação. E nossos anunciantes sabem que só terão valor se compreenderem a publicação como reserva de ética e moralidade do Grande ABC. Aliás, o fato de não sermos dependentes de um determinado anunciante, ou do conjunto de determinados anunciantes, já que nosso portfólio é amplo e diversificado, nos torna menos suscetíveis a contratempos de ordem editorial.

Pergunta -- LivreMercado só produz matérias com anunciantes?
Daniel Lima -- A Redação trabalha com pauta jornalística sempre. São inúmeros os casos de matérias cujos protagonistas jamais anunciaram em LivreMercado. E também de protagonistas de matérias de LivreMercado que, depois do trabalho publicado, resolveram adotar políticas de marketing que contemplassem a revista, porque a repercussão lhes mostrou o quanto jogaram fora recursos por desconsiderarem essa alternativa de investimento publicitário. Quem vender a idéia de que LivreMercado só contempla anunciantes está usando de má-fé e deve ser denunciado à direção da empresa. Basta uma leitura atenta de LivreMercado para observar imenso caudal de matérias sem qualquer vinculação mercantil, embora originariamente a publicação tenha sido dirigida aos empreendedores e, ainda, este seja o nosso filão editorial.

Pergunta -- Ainda há preconceito em relação a LivreMercado, principalmente de anunciantes acostumados com o jornalismo diário?
Daniel Lima -- Não chamaria de preconceito. Preferiria dizer que se trata de algo resultante de desconhecimento por conta de vícios culturais. Há muitos empresários que se deixam levar por determinados quesitos de aferição de audiência de veículo impresso. Audiência nesse caso significa tiragem. Entendemos que tiragem não diz tudo. Mais que isso: muitas vezes, a tiragem além de ficcional é apenas um detalhe, porque o produto não reúne qualidades editoriais para sustentar leitura transformadora e, portanto, agregadora de valor. LivreMercado é uma revista para ser lida pelo menos duramente o mês inteiro, até que a próxima edição esteja à mão. Isso significa durabilidade física e editorial.

Pergunta -- O que significa leitura transformadora?
Daniel Lima -- Um veículo de comunicação sem compromisso com a comunidade, repassando-lhe série de informações e análises que a faça respirar aliviada ou preocupada, não é um veículo de comunicação que deva ser visto com confiança. LivreMercado jamais se preocupou em aliar-se aos vendedores de ilusão. Muito pelo contrário: jamais nos descuidamos do combate aos ufanistas, aos triunfalistas, àqueles que esconderam e ainda procuram esconder a crise mais virulenta que uma região já viveu no País, como foi o caso do Grande ABC dos anos 1990, quando perdemos 100 mil empregos industriais com carteira assinada e vimos nosso PIB industrial cair quase 40% em termos reais. Nos últimos tempos LivreMercado tem registrado certa recuperação da economia da região, mas ainda não caímos na gandaia de que está tudo resolvido. Muito pelo contrário. Precisamente de sustentabilidade para minimizar mais de uma década e meia de desarranjos.

Pergunta -- Que sugestão faria aos leitores de jornais e revistas?
Daniel Lima -- Que sejam exigentes, que cobrem responsabilidade, que questionem, que não dêem trégua. Que exerçam cidadania. Mas que não se esqueçam de, também, reunir aparato informativo para contrapor-se às publicações. Oposição por oposição é bobagem. Oposição eivada de partidarismo político também não serve como ferramenta de mudanças, porque a política costuma turvar os sentidos.

Pergunta -- LivreMercado está pronta para esse tipo de embate?
Daniel Lima -- Para isso e muito mais. Não temos medo de nosso passado. Pelo contrário: temos orgulho do que já fizemos, mesmo contra a corrente dos interesseiros. Somos uma revista de personalidade editorial. Não somos uma maria-vai-com-as-outras, ou uma maria-vai-com-quem-interessa-ir. Não fazemos de nossas páginas desfile de beldades, de celebridades, de fofocas. Costumo dizer que LivreMercado é feita para quem tem cérebro. Alguns podem achar a frase presunçosa, mas não é. Nós respeitamos demais os leitores. LivreMercado forma opinião, tem credibilidade, é polêmica na dose certa e não tem medo de cara feia de nenhum poderoso de plantão.

Pergunta -- LivreMercado é uma das raras publicações brasileiras que conta com Conselho Editorial. O que significa isso?
Daniel Lima -- Temos mais de 250 profissionais das mais diferentes áreas que atuam em cooperação com a revista. Os conselheiros atuam mais diretamente na análise dos cases que constam do Prêmio Desempenho, um dos produtos de LivreMercado. Realizamos permanentes sondagens temáticas com o quadro de conselheiros. Queremos saber exatamente o que cada integrante e o conjunto pensam do produto. Não temos a obrigação de seguir cegamente as deliberações dos conselheiros. Nossa estrutura editorial está consolidada numa espécie de Carta Magna, mas, sem dúvida, registramos cuidadosamente as tendências expostas e, com isso, dentro da imperiosidade estratégica, introduzimos modificações editoriais. Geralmente o que temos como resultado é a convergência tácita da linha editorial e do pensamento médio dos conselheiros editoriais. Eles simbolizam nossos leitores e por isso mesmo precisam ser vistos com todo carinho e respeito. Outras publicações não seguem esse figurino porque não são transparentes, não têm de fato compromissos com os leitores, embora alardeiem o contrário.

Pergunta -- Se a revista tivesse de trocar de nome de modo que resumisse o significado implícito e explícito de atuação editorial, como se chamaria?
Daniel Lima -- Sem dúvida, a opção seria por "Capital Social", que significa a convergência de forças governamentais, sociais e empresariais em torno da valorização da cidadania. LivreMercado é isso, embora a expressão carregue conotação ideológica extremista que não condiz com a realidade. LivreMercado não é geneticamente compromissada com qualquer resquício de liberalismo que defende a contração do Estado em favor do mercado expansionista. LivreMercado significa de fato que a liberdade de empreender em qualquer setor, inclusive social e governamental, além do empresarial, precisa e deve estar compromissada com a cidadania, com valores éticos e morais, com racionalidade de custos, com eficiência ao consumidor de produtos e de serviços, inclusive públicos.


LIVRE MERCADO é uma publicação
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